26/03/2018 10h03 Comer e beber

Cabernet Sauvignon: a uva preferida

A Cabernet Sauvignon possui cachos muito característicos, não são muito pequenos e em geral formam uma letra T, sendo alongados e parecendo compactos: “Os grãos, sim, podem ser menores, com a casca escura e grossa, que a faz mais resistente às doenças”, explica o agrônomo Eduardo Meggiolaro, da Seival Estate, na Campanha Gaúcha.

Como é uma planta de ciclo longo, a Cabernet é uma das últimas a sair do vinhedo (com exceção da Carménère, que é ainda mais tardia), por isso sua resistência e vigor são essenciais para suportar os verões chuvosos e alguns outonos que chegam particularmente frios, e tudo isso fica mais fácil se ela estiver em um solo bastante permeável.

No Brasil, ela se dá bem tanto em lugares altos e frios como na Serra Catarinense, quanto em locais mais quentes e secos como a Campanha Gaúcha, mas a colheita na primeira região pode ser no mês de abril e até em maio, enquanto no sul acontece em março, geralmente. Na Europa, principalmente na França, onde a Cabernet é a estrela dos cortes da maioria dos grandes vinhos de Bordeaux (entre eles o Château Margaux e o Latite-Rotschild), ela amadurece em outubro e novembro e precisa resistir algumas vezes às geadas da região.

Já nos Estados Unidos, onde fez sua fama em grandes produtos como o Stag's Leap - o primeiro vinho das Américas a ser reconhecido como tendo a mesma qualidade de um dos grandes franceses em 1973 - ou na Robert Mondavi, a colheita pode ser um pouco mais cedo, devido ao calor maior da Califórnia.

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