21/08/2015 11h08 - Atualizado em 21/08/2015 11h08 RN

IPHAN e PAC - Cidades Históricas irão reformar o Forte dos Reis Magos

Como muita gente sabe, o nosso Forte dos Reis Magos - pedra fundamental na construção da nossa cidade - não anda lá muito bem cuidado. Sucessivas gestões que o deixaram, digamos, fora da lista de prioridades acabaram levando a um estado de acúmulo de lixo entre outras intempéries típicas de monumentos esquecidos. Bom, mas ele é, com o perdão do termo, Forte. Atravessou séculos levando rajadas de vento, ondas e o que mais o tempo permitir. Balança, mas não cai. E agora receberá, graças ao PAC - Cidades Históricas (programa do Governo Federal) uma boa quantia em dinheiro para erguer-se e tornar-se o que é: lindo, gigante e brilhante.

A superintendente do Iphan-RN, Andrea Costa, e o chefe de Gabinete da Presidência do Iphan, Rony Oliveira, receberam na última quinta, 20, o ministro do turismo e ressaltaram os investimentos do Instituto para a recuperação do Forte e reafirmaram o desejo de se estabelecer parcerias. A proposta de parceria deverá ser avaliada em conjunto com Superintendência do Patrimônio da União (SPU), detentora do Forte, considerando também a previsão de obras de restauração a cargo do Iphan. A previsão para início das obras é entre o final de 2015 e início de 2016.

O Forte dos Reis Magos, um dos monumentos mais importantes do Estado do Rio Grande do Norte, passou à administração do Iphan em dezembro de 2013 com o objetivo de garantir a sua restauração completa, devolvendo à comunidade e aos milhares de turistas que visitam Natal, um equipamento totalmente recuperado e acessível, com melhores condições de uso e preservação e devidamente adaptado ao uso turístico, educativo e cultural. Dentro deste contexto, a Restauração do Forte dos Reis Magos foi contemplada pelo Programa PAC Cidades Históricas, do Governo Federal, e receberá investimentos em torno de R$ 9 milhões.

A fortificação - conhecida como Forte dos Reis Magos - possivelmente teve sua construção iniciada apenas em 1603. Em 1630, era mencionada como totalmente concluída, na sua forma atual. Acredita-se que seu projeto e os acréscimos posteriores, sejam de autoria do engenheiro-mor do Brasil, Francisco de Frias Mesquita. De 1634 a 1654, esteve sob o domínio holandês, chamando-se Castelo Ceulen. Ao longo dos seculos as condições do Forte se deterioraram e não houve nenhuma modernização ou ampliação de sua artilharia.

Em 1894, o Forte dos Reis Magos deixou de ser considerado um elemento defensivo para o Exército e foi desativado em 1904, mas chegou a ser usado durante a 1ª Guerra Mundial. Passou para a guarda da Marinha no início do século XX, quando ocorreu a instalação de um farol que funcionou, também, como morada do faroleiro e sua família. Após sofrer um grave processo de degradação, o Forte foi tombado pelo Iphan, em 1949, e restaurado entre 1953 e 1958.

Na década de 1960, passou a ser administrado pela Fundação José Augusto/Governo Estadual do Rio Grande do Norte. Em 2013, retornou à jurisdição do Iphan, que realizou pesquisa arqueológica e histórica. Está em andamento a elaboração do projeto de restauro, para restauração da edificação e preservação de um dos bens culturais mais expressivos do Brasil, permitindo sua apropriação pela sociedade.

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